01 setembro, 2017

Release - O mundo de Faz de Conta



Sinopse:

Em um lugar chamado "O mundo de Faz de Conta" mora uma humana que não acredita no mundo Real, a questão é que para ela o mundo real que é uma mentira. Mas sempre uma fadinha a perturba, tentando lhe convencer do contrário. Será que Sophia irá aceitar a aventura da fada e ir em busca deste mundo tão obscuro em sua mente? E será que a verdade será uma questão de impacto em sua mente?


Release:

Uma fada todo dia sussurrava para mim, algo que já estou cansada de saber, porém, não acredito. Mas, impaciente com a minha descrença, ela permanecia dizendo:
– Existe um portal no fundo de seu jardim, ele irá te levar para o mundo real. Bem sei, pois a vejo ler pelo “Mundo de Faz de Conta” que gostaria de saber mais sobre o mundo que se encontra em seus livros.

Eu moro em um sonho que talvez não seja tão difícil imaginar. Aqui no “Mundo de Faz De conta” existem sereias, tritões escritores, fadas de várias espécies e de todas as quatro estações, vampiros bons, entretanto, não deixam sua natureza rebelde de lado; é como se eles estivessem tentando ser malvados, mas algo me diz que são muitos sensíveis e só querem atenção. Os fantasmas sempre revivem em suas vidas antigas com muito triunfo; sinto pena, confesso, pois para eles é difícil largar tudo aquilo que eles foram e que conquistaram com tantas lutas. Já eu, sou humana, segundo a lenda. Contudo, meus amigos elfos e fadas sempre me alertam, referindo-se de que sou uma mística, pois minha mãe era uma fada e meu pai era um humano; concluo que tudo isso faz muito sentido. Todavia, uma parte de mim diz que sou completamente humana, dificultando-me a aceitar a minha verdadeira espécie.

Embora meu mundo seja simplesmente um conto de fadas, sinto-me só, pois não vejo ninguém como eu. Sou a única Mística ou humana neste mundo; isso deixa um pouco triste e sem nenhuma alternativa de vida. Procuro não ligar para isso, afinal, existe um objetivo para tudo. Quem sabe talvez eu não seja a única?

Não me conformo de só os tritões escreverem livros, por isso resolvi escrever o meu. Assim, provo de que sou tão capaz quanto eles. Às vezes me irrita o superego deles! Sempre se achando os melhores do universo intelectual. Porém, divirto-me muito com isso, não posso negar. Vai ser engraçado quando eles verem um livro de uma Mística, que não tem linhagem nenhuma com a deles, ser publicado.

Minha estória vai ser de coisas lindas e estimulantes do meu mundo. Pois, devo ser sincera, os tritões só escrevem ficções sobre o tal “Mundo Real”... Aff. 
Como se realmente existisse... Eles viajam muito! Eu queria fazer diferente. Queria mostrar a realidade do nosso mundo; ficaria muito feliz em dividir um pouco de minhas alegrias com os leitores do “Mundo de Faz De Conta”. Seria magnífico. Contudo, estes últimos dias têm sido difíceis escrever, pois a fadinha que não larga do meu pé só pensa em me convencer de que o “Mundo Real”, da qual os tritões escrevem em seus livros, existe. Ela é louca, coitada. Entretanto, confesso que ela está começando a me irritar.

E lá vem ela novamente bater em minha janela.

– Sophia, escute o que digo. Pelo menos dessa vez... – disse-me ela, desconfortada.
– Todos os dias você vem ao pé do meu ouvido e sussurra tal absurdo para mim, o que queres? Bem sei que é mentira. Só existe o nosso mundo, o “Mundo De Faz De conta”, esse mundo do qual leio só são fantasias dos escritores tritões. – rebati-a.

– Bem sei que no fundo tem esperança de que isso que eu digo seja verdade. Os mitos dos escritores tritões são verdadeiros, pois quando eles encontram o portal, viram o “Mundo Real”, decidindo por compartilharem suas experiências vividas por meio da escrita, para que nós do “Mundo De Faz De conta” pudéssemos nos divertir e nos entretermos com os humanos que você não acredita que existam; mesmo sabendo da lenda de seus pais... – interrompo a fada.

– Para! Isso é mentira! Eu não pertenço àquele mundo surreal e nem o meu pai; ele era tão humano quanto eu, ou seja, só mais uma espécie deste mundo e não de outro. Não acredito, mesmo eu sendo diferente, que isso seja verdade; os tritões escreveram por diversão e não me deixam em paz desde o meu nascimento por causa dessa estória mentirosa. – falo sem interrupções, na esperança de calar a fada, porém, foi em vão.



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29 agosto, 2017

Abrace sua Imperfeição



Não é de hoje que a sociedade tenta nos rotular sempre uma maneira de ser perfeito, e consequentemente ser perfeito vem da ideia de ser aceito. E quem não quer ser aceito?
A imperfeição tanto física quanto sobre o que fazemos, ou mesmo o que somos vem sendo debatida cada dia mais nas redes sociais, na TV, no Rádio, em todo o meio de comunicação. Seja ela dentro da sua casa até a rodinha mais badaladas de seus amigos.
Cada dia mais encontramos pessoas insatisfeitas com suas vidas, por não conseguirem alcançar a tal perfeição tão desejada e citada por muitos.
O perfeccionismo se tornou uma mania, ou mesmo um TOC. A cada dia que passa nas mentes das pessoas vai se tornando uma doença psicológica irreversível.
O estresse acaba achando uma brecha, a depressão e a síndrome do pânico nem se fala, e dentro do indivíduo vão nascendo diversas doenças e transtornos de personalidades totalmente cultivadas pelo egocentrismo, insegurança e uma vontade enorme de atingir o sucesso que jamais é alcançado.

Bom, venhamos refletir, inicialmente sobre nossa natureza. Perceber que ela é humana, e uma vez humana é imperfeita. A segunda é a natureza das coisas, que vieram de mãos humanas, uma vez que coisas vem de humanos, imperfeitas elas se tornam.
Então chegamos a conclusão de que é impossível ser perfeito; foi mais simples do que eu pensei.

Deixamos de criar coisas, de sair de nossa zona de conforto por achar muitas vezes que não somos capazes no momento de criar algo ou de ser alguém que sonhamos ser. Ou perdemos tempos e tempos de nossas vidas refazendo diversas coisas inúmeras vezes, achando que uma hora aquilo se tornará perfeito. Não percebemos que antes de tudo somos movidos por uma onda da modernidade onde não ser perfeito não é apropriado, é inadequado. Sendo que é na nossa imperfeição que conseguimos colocar nossa essência nas coisas, que hoje só conhecemos a arte devido a alma derramada nela, assim, intocável, imperfeita.
Devemos abraçar algo tão imperfeito então? Por que não? Se é errando que aprendemos como acertar. Se é até mesmo nos erros que nos distinguimos de outras pessoas, se é na cicatriz da pele que nos tornamos únicos.
Que a nossa imperfeição não seja nossa inimiga, mas aliada para alcançarmos com leveza aquilo que sonhamos e se der errado, veja o lado único daquilo que só existe em um único momento de experiência, que nem mesmo o tempo pode apagar e comece de novo.