04 novembro, 2017

Escreva Autores



Muitas vezes, e não é pouca. Observamos o mundo desmoronar diante de nossos sonhos. Quando estamos passando por essa fase na vida, a única coisa que nos resta é continuar tendo fé ou desistir de vez. Não considero a ultima opção, uma vez que nossos sonhos são partes de nossas vidas, dos sentidos que a possuímos, então, para mim, só me resta esperar na fé de que tudo isso não passará de uma fase ruim em minha vida e na vida de muitos autores também.
É triste demais e desconfortante você entrar em suas redes sociais e ter que lidar com diversas mensagens tristes de diversos autores que passam por desvalorização, desrespeito e até mesmo preconceito com seu tipo de escrita.
Fico pensando que talvez no Brasil estejamos atravessando o pior momento que qualquer escritor em sua época atual poderia enfrentar.
Observo escritores achando que não são bons o suficiente, muitos definitivamente desistindo, e isso me traz tristeza no coração. Mas eu logo penso de uma forma diferente, pois eu sou dessas que quanto mais enxerga dificuldade, mais consciência tem de que algo nisso tudo não é vão.
Muitas pessoas antes de nós, sendo de diversas bandeiras lutaram muito para conseguirmos a liberdade que possuímos hoje, principalmente a liberdade de expressão, a liberdade de ser quem você é. Podemos ainda ter que observar um quadro em nossa sociedade que ainda precisa muito de crescimento em todas as partes carentes, mas não podemos negar que hoje é melhor que ontem.
Então vejo que o sofrimento que nós autores temos hoje, e a luta que lutamos hoje nunca será em vão. Tenho certeza que nossa coragem e bravura ficará marcado como algo impar num futuro nem tão distantes às nossas futuras crianças que poderão ser nossos novos escritores, em uma geração em que todos nós seremos respeitados por nossos dons e arte da escrita. Não há sonhos concretizados sem revolução. Sem lutas, sem um pouco de dor e incômodo. Nada na vida se constrói em cima de nuvens feitas de algodão doce ou arco-íris com um pote de ouro em seu final.
Então peço para meus amados escritores e colegas de trabalhos que não desistam de seus sonhos por mais que tudo pareça impossível. Lembre-se que sonhar é o início de começarmos a regaçar as mangas e lutar pelo nosso objetivo. Vamos nos impôr, nos valorizar, nos amar e amar nossa arte e jamais abaixar nossas cabeças.

Ps.: Um agradecimento especial à Sabrina Abreu que me ensinou de forma direta e indireta a força desta palavra "Escreva".