Meus pensamentos são espelhos para o mundo!




Eu poderia começar dizendo que tenho uma dificuldade enorme em lidar com essa "tal" de auto-aprendizagem. Mas isso não é bem verdade, porque vai depender muito de como você defini isto.
 Do que estou falando? 

Sempre acho que não sei o suficiente, mesmo já tendo todas as ideias e seus fundamentos na cabeça e nas anotações de um caderno. E realmente nunca saberei nem sequer 10% das coisas, nem eu e nem ninguém. Porque tudo se renova a cada dia, e hoje o que é novo, amanhã já não será mais tão "necessário", a não ser que seja para aprender a se recriar naquilo que já foi imposto.
Porém, só penso que se eu tenho esse poder de passar adiante uma história com diversas opiniões transmitidas através daquilo que acredito ser verdade, e muitas ou mesmo poucas (o que significa que essas poucas pessoas) não interferem no meu pensamento de responsabilidade para com o meu próximo. Eu devo seguir em frente, sendo a mais fiel possível naquilo que acredito, sempre analisando o que pode ser mudado ou melhorado.
Todo o ideal de um livro é responsabilidade nada mais do que do autor, ele leva consigo a responsabilidade de influenciar mesmo que indiretamente um leitor, e dependendo do ponto de vista do receptor, basta algumas palavras para mudar totalmente seus conceitos ou parte deles. E digo isso porque vivo isso diariamente em relação às ideias que meus livros transferem para eles, e de muitos outros livros que transferiram diversos ideais para mim. Até então, inocente neste quesito, nunca pude perceber tão bem quanto "hoje" a influência que as palavras e ideias têm na vida das pessoas.
Fico imensamente grata a Deus por perceber que a maioria dos meus leitores foram atingidos de uma forma positiva. Que questionaram justamente aquilo que eu impus em minha escrita e que o resultado até hoje tem sido positivo.  Mesmo eu sendo tão jovem nessa área, ainda em meu primeiro romance pude perceber o poder que possuímos em mudar uma ou inúmeras vidas.

 No entanto, poucos anos atrás, no começo, com aquela afobação em querer ser lida e em ver todo mundo escrevendo e publicando tão rápido me fez querer ser "a garota tal" e cheguei a pensar a passar por cima de meus limites e crenças (aquilo que realmente acredito e quero passar adiante).

Hoje, com um senso mais crítico, reviso, leio livros nacionais tão bons, porém, muitos desses para mim não estariam prontos para serem publicados ainda. É necessário esse olhar interno, essa lapidação; aprendi comigo mesma na pele e acho que muitos percebem isso, mas preferem o conforto de permanecer na inércia em não se renovar ou admitir que é possível sim mudar de caminho, opinião, ponto de vista. E isto, é completamente saudável.
E é por isso, que pela primeira vez na vida eu não escrevo nada com pressões de leitores, editoras e até mesmo indiretamente de autores. Hoje, eu dou a mim mesma o direito de paz e tempo de escrever quando quero e também de usufruir de outros talentos que antes estavam enterrados (não necessariamente na arte), mas que fazem hoje para mim toda a diferença de vida, de reflexão e de crescimento humano.
Isso é algo louvável, pois, em épocas passadas, vimos através das escritas de diversos autores famosos o quanto isso os incomodavam em suas escritas; o quanto o velho parecia confortável, porém, não trazia nada que pudessem lhe acrescentar algo. Era necessário a tal da busca da autonomia, a prática do pensar, o desnudo da alma, a exposição da mesma.

Acho que quando falamos de arte, qualquer uma delas, incluindo os livros; antes que haja uma má interpretação dos mesmos ou críticas por não favorecer o modo de vista do receptor, aconselho que pesquisem antes sobre seu criador.  Procure saber sobre as coisas que o autor, seja de qualquer que seja a obra, acredita, defende e etc... Tente pesquisar sobre seus conceitos de vida. Porque erra aquele que pensa que escritor escreve diretamente para o leitor; isso pode parecer rude, mas não é nada mais que humano. O autor cria suas obras diante de suas necessidades mais verossímeis que carrega dentro de si. Ele é autor de algo que realmente o arrebata, que o faz questionar, interagir no seu dia a dia com aquele conteúdo que o preenche ou o faz duvidar, até que com sua obra ele venha trazer em seus riscos ou rabiscos algo que primeiramente foi criado dentro de si e para si. Como conseqüência, o autor da obra encontra pessoas que elogiam e partilham de sentimentos e ideias semelhantes, daí surge o receptor, ou leitor para nós nesse sentido.

Eu prefiro ser aquela escritora com menos livros publicados antes dos 30 do que distribuir conteúdo vazio, que só entretém e não viver em paz com isso. Tenho senso de professor. Eu quero ensinar também com a minha arte. 
Já iniciei até uma tese e sei bem como é a responsabilidade do livre arbítrio que o pensamento pode ser pedra de tropeço aos que não se dedicam em questionar aquilo que lê.

Talvez eis aqui a minha resposta de que tantos precisavam ler. 
Sim, sou escritora, mas respeitando meu limite humano, psiquico e de grande vontade de mostrar ao mundo o melhor de mim. 

Já vem fluindo umas mudanças que futuramente meus leitores vão gostar ou os novos leitores. Também posso contar com esses, afinal, é fato que realmente conquistamos o novo a cada dia e também perdemos o velho quando algo de novo e mais rochoso começa a morar dentro de nós. Não mudei minha forma de pensar, meus livros ainda carregam formas de pensamentos que eu defendo; o que mudou em mim foi o mergulhar que tive durantes esses últimos anos, esse mergulhar de auto-conhecimento, que me fez perceber com mais clareza a razão pela qual escrevo e vivo para a escrita.
E queridos leitores, não há nada melhor do que escrever em liberdade, pensar fora da caixa, ser diferente. Isso realmente era a faísca que eu precisava para seguir em frente com aquilo que me faz ser plena e feliz.



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