Escrever na internet e se desenvolver

Lendo pela manhã como de costume, interessei-me por algumas coisas que estava lendo no livro, e sempre que algo me chama a atenção para o aprendizado, anoto no caderno informações que despertaram meu interesse nas pesquisas.
Com isso fiz uma busca na internet, e encontrei uma matéria que inicialmente parecia interessante (e mesmo que pareça contraditório, algumas vertentes da mesma, para mim, ainda continua interessante). Porém, o primeiro post que li dizia que escrever na internet era chato, devido a intromissão de leitores, o fato de tudo virar discussão e argumentos baseados no ódio, a falta de interpretação dos mesmos etc... e foi neste sentido que concordei com o texto em parte. Em parte, porque escrever na internet para mim (mesmo com alguns livros publicados) ainda é um meio mais rápido de chegar ao leitor. E temos consciência plena de que eu não sou a única que utilizo esta plataforma.
Quando você tem o apoio da Cultura, devido a seu “talento” ou contatos fortes que te dão o direito de publicação semanal em veículos que não sejam a internet e que da mesma forma estejam sempre divulgando seus textos (que convenhamos, não é a realidade universal do autor nacional), tudo fica muito mais fácil para criticar um meio onde muitos escritores, hoje, sem a internet, seus trabalhos não seriam nada. Ou até mesmo a leitura, pois, sabemos bem, que mesmo com pouco crescimento no interesse da leitura, as estatísticas comprovam que o meio de comunicação que radicalizou esse interesse pela leitura foi exatamente a internet, esta que vos escrevo agora. Por outro lado, compreendo o lado do escritor quando diz que é “chato”; nada mais, nada menos do que você olhar e observar o quanto nossa literatura foi distorcida e também compreendo que este é um ponto de vista pessoal, que esta ideia só servirá para ele ou pessoas que desfrutam das mesmas ideias. Muitos escritores clássicos ou mesmo contemporâneos que estudávamos na faculdade, foram liquidados com má interpretações e mal uso da linguagem. Hoje com a internet, podemos ter acesso mais facilmente a tudo quanto é tipo de literatura, mas sinto que, a “tendência”, que na maioria falta conteúdo é que vem roubando a cena da verdadeira arte de escrever.
Também li argumentações referindo-se ao escritor "não-publicado", que ele deveria se desapegar e aprender a reciclar suas histórias, e isso foi para mim esplêndido. Porque nunca começamos perfeitos, e mesmo com aquele apego todo aos personagens e ideias que antes para você pareciam a melhor história do mundo, com o tempo e amadurecimento você percebe que poderia ter escrito de forma melhor aquela história, mesmo que a maioria dos feed backs tenham sido positivos; todo escritor que se preze sempre tem em mente de que pode fazer melhor, e definitivamente pode.
Agora cabe a ele decidir se vale a pena reciclar uma história já publicada, tentar dar uma nova chance à ela, ou recomeçar por outra. Em minha opinião pessoal, acho que toda história que teve certa relevância merece ser reciclada, mas não mais que uma vez. Eu entendo, que você se apegar a uma história e mudá-la a todo momento fazendo inúmeras edições da mesma, fará com que ela perca a identidade que um dia o fez crescer. Então, no meu ponto de vista, reciclar diversas vezes não é saudável para o autor, uma vez que ele tem capacidade de criar novos universos e estar em constante evolução com eles.
É onde paramos de olhar tanto para competições de quem publica mais rápido e nos damos o luxo de levar mais tempo escrevendo nossa obra, sabendo que publicaremos algo mais maduro, cultural, inteligente e cheio de conteúdo que poderá ajudar no desenvolvimento e educação do ser humano. Com a maturidade, não existe mais essa coisa de “quantos livros publiquei por ano” e sim, “o livro que publiquei com qualidade”.
Outro post que me chamou atenção, foi de que pessoas leigas falam o tempo todo de que escritor não é profissão. Aquela famosa pergunta tola: Você trabalha ou só escreve?
Gente, um minuto de silêncio né?
Se para você escrever parece ser só um hoobie, então é melhor voltar para a escola, com todo o respeito do mundo. Existe em nossa cultura de comparar trabalho com fardo, e hobbie com diversão. O fato do hobbie tá certo, mas o do trabalho não; venhamos abrir mais nossos olhos, pois, mesmo que sem querer você pode estar desvalorizando a profissão alheia, certo? Você não iria gostar que isso acontecesse contigo, não é mesmo?
Trabalho pode sim ser prazeroso, não só pode, como deve. Não estamos aqui para sermos programados a levar uma vida medíocre, só porque a sociedade tem nos imposto isso.  Pelo contrário, estamos aqui para viver uma vida plena e mais feliz possível que podemos alcançar.
Não existe nada mais legal do que trabalhar com algo que você ama. E não vai existir dinheiro no mundo que pague isso.
Porém, escritor não só escreve, a maioria de nós aproveitamos nossas experiências para trabalhar em outras áreas semelhantes, que tem a ver com as letras, como pesquisa, revisão, copidesque e etc... Entretanto, você observa que uma pessoa que realmente é inteligente, usa-a para expandir o quanto mais seu conhecimento e tirar o dinheiro do seu pão do dia-a-dia também dali.
Enfim, podemos observar que nada é definitivo e nem relativo. Que não podemos rotular nenhuma condição, segundo opiniões de terceiros, percebi muitas pessoas desmotivadas depois de terem lidos certos posts, e é por isso que vim aqui. Continuem com seus sonhos e escrevam primeiro para vocês mesmos, se de tudo, de tudo dê errado; ao menos você não desistiu de fazer o que ama. Esse conselho só vale para quem de fato ama a escrita, e não para aqueles que querem virar famosinho ou ganhar dinheiro com ela. Dinheiro e fama são consequências tardias ou não. Bonito mesmo é você ler seu texto e sentir orgulho de seu crescimento na área que tanto ama trabalhar. Tenho certeza que na hora certa, o reconhecimento virá, só não desistir... 

2 comentários

  1. Agatha de Assis
    amei sua Crônica
    tenho um sonho de escrever meu livro de Contos e Romance
    a Partir do Ano que vem
    no mais abraços

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