Desapego



Sempre quando faço uma limpeza em meu guarda-roupa, seleciono algumas peças que não uso mais para fazer doações. Porém, um dia desses me peguei pensando quantas vezes compramos coisas que muitas vezes nem usamos, somente por impulso do momento, ou pelo lindo sorriso persuasivo da vendedora tentando nos convencer de que precisamos realmente daquela peça de roupa ou qualquer tipo de objeto, que no final, para você acaba sendo desnecessário.
Já parou para se perguntar, quando por um acaso observa as coisas em seu guarda-roupa, que muitas vezes você na verdade jogou dinheiro fora, em vez de tê-lo guardado para alguma coisa que realmente poderia fazer algum sentido em sua vida?
Será que precisamos de tantos excessos para viver uma vida boa e plena. Sabe aquele ditado clichê? (Adoro coisas clichês) “Menos é mais”! Pois é minha gente, não passa da pura realidade.
Temos essa mania de ficar juntando coisas a fim de enganar a nós mesmos, usamo-as como desculpa de um subterfúgio do vazio verdadeiro que há em nossas almas. E é por isso que sempre estamos acumulando coisas; porque no fundo nenhuma delas realmente supri a necessidade que na realidade não está nas coisas materiais.
Experimente doá-las com carinho, te confesso que doar a quem realmente precisa é mais gratificante do que acumular, quando isso é feito com amor.
Não podemos deixar que a avareza entre em nossas vidas, somos seres humanos, pecadores, no entanto, temos consciência das coisas.
Não estou pedindo para irem lá no seu lindo guarda-roupa e sair doando tudo. E sim, para que reflitam e possamos aprender uns com outros o quanto gastamos desnecessariamente e perdemos a oportunidade de fazer algo muito bom, como por exemplo: fazer uma viagem.
Também não estou sugerindo que você não possa ter suas coisas, eu tenho as minhas e isso me deixa feliz sim; afinal, sou mulher.
O ponto onde quero chegar é exatamente nos excessos... Fora isso, vamos ser feliz, porque a vida é única e é para ser vivida plenamente.

Vamos ser menos materialista, e procurar focar nas nossas reais necessidades, sem, óbvio, ser esquecer do próximo.

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