Minha literatura não me define!



Hoje eu começo com uma frase curta e direta:
Minha literatura não me define, mas faz parte dos meus pensamentos.

Muitas pessoas me param para me perguntar porque escrevo coisas tristes, sem nem mesmo ler o que de fato escrevo, julga o conteúdo pelo nome do título.
Bom, então vamos lá?
Tá bem que eu não escrevo mesmo nenhuma comédia, e nem pretendo, já tentei e acreditem, sou um desastre... (acho tudo muito fútil, sorry). É mais para descontrair né? Quem sou eu para julgar literatura alheia?
No entanto, eu não diria que minha literatura é triste, seja ela nos livros que escrevo quanto nos textos avulsos que lanço aqui ou ali. Eu diria de forma bem simplória de que elas são REFLEXIVAS! E talvez por isso transpasse algo parecido com a melancolia; porém, nenhum sentido com a mesma.
Abro uma ENORME exceção para o meu primeiro livro "Melancolia", o que não significa que todos os outros de fato sejam tristes.  
Escrevo isso porque me cansei de ser confundida, cansei de ser deixada de lado e julgada por algo sem nem ao menos ser lida por alguns.
Minha literatura traz um pouco de mim sim, mas não me define. Elas são puras reflexões que tenho e tento passa-las adiante. Porque eu tenho certeza absoluta de que Deus não me daria um dom para jogá-lo no lixo, certo?
Eu já li tantos autores que poderiam ser considerados melodramáticos, que minha escrita perto deles não seria absolutamente nada no quesito "tristeza". O que realmente confunde a cabeça do pessoal aí é: são muito influenciados pelas modinhas e muitas das vezes não sabem separar o real significado de cada uma delas e a razão pelas quais elas existem. É muito óbvio observar que um texto que tenta te "acordar"para a vida (digamos assim) jamais será escrito de forma alegre, não no sentido: "estou pulando pelas montanhas". 
Quando tratamos de assuntos crués, sérios, e até mesmo tristes não vamos falar deles sorrindo né? Ou ficará algo muito estranho.
É preciso saber fazer a abordagem, entregar os fatos, e tentar fazer o leitor compreender a real intensidade de cada situação dita em cada assunto descrito.  
Se eu fosse contra a forma que escrevo, seria como se eu estivesse entregando uma notícia séria rindo; ou a pessoa acharia que eu estaria de ironia ou sarcasmo, ou de que eu não dou a mínima para a desgraça alheia. E respeito é sempre bem vindo.
Mas por que escreve sobre coisas tristes, crués, sobre nosso cotidiano e não usa sua cabeça para inventar um mundo cor de rosa para amenizar a dor?
Porque comigo não cola cegueira alheia ou hipocrisia. Porque para mim, Agatha, seria desse jeito, porque é assim que vejo as coisas. Não falo dos demais, mas sim de mim. Então, para mim, seria cegueira ou hipocrisia, e se existe "uma" coisa que eu não suporto seriam essas duas.
Se existe uma forma de observar e contemplar aquilo que muitos não percebem e poder gritar para acordar muita gente hipnotizada, eu vou fazer.
Porque é assim que o mundo é. Uma grande vitrine ilusória, que te oferece coisas, e coisas e mais coisas em troca de sua atenção. Em troca do seu olhar, para que você não reaja as verdadeiras tramas que o mundo real lhes pregam.

Eu confesso que ainda tenho muito o que aprender, muito o que acertar, muito o que corrigir. Mas quem não tem? Se eu for esperar chegar a um nível muito mais alto para fazer aquilo que quero, muitas coisas com certeza seriam perdidas, inclusive minha melhoria. Porque é só com os nossos erros que ganhamos a habilidade de aprender.

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