Indolência


Passamos tanto tempo olhando pela janela, tentando encontrar algum sentido em tudo o que acontece em nossas vidas, e percebemos que não existe o tal do "bicho de sete cabeças", isso realmente somos nós que inventamos. Idealizamos para darmos uma explicação um pouco fora do comum, porém, plausível em nossos pensamentos quando rodeados de ignorância.

Porque sempre existirá algo ou alguém que estará incomodando a gente, mesmo que essa ou esse não esteja fazendo absolutamente nada, além de simplesmente viver.
Por que buscamos nas derrotas alheias nossa forma de triunfar?
Será que somos tão medíocres a este ponto?
Uma indolência tão tremenda, um fracasso tão repetido para não termos força em buscar somente o que é nosso... Para nos alegrar com o pouco que nos é dado, já pela graça e não pela misericórdia.

Somos seres tão mesquinhos, tão regredidos, tão baixos...
Esperamos ultrapassar uma "barreira", e quando aquela não faz mais sentido, procuramos e achamos outra para tentar ultrapassar novamente. Uma utopia dentro de nossas realidades, se engrandecendo, se idolatrando em nossos próprios corações, dando vazões a sentimentos vazios, a sentimentos de guerra e opressão. A sentimentos que nunca nos trará a calmaria das doces manhãs e a alegria de cada sorriso.

E no final de cada noite, não conseguimos deitar nossas cabeças e simplesmente dormir em paz, temos que ficar revirando nossos corpos, enquanto a nossa mente trabalha num mesmo encalço, e nunca, absolutamente nunca conseguimos amadurecer o suficiente para sabermos que a nossa paz, nós encontramos bem a nossa frente, bem dentro de nós, bem lá no fundo de nossas almas.

Pois é uma busca inalcançável... Sempre existirá alguém na sua frente, e o mesmo não te declara menos talentoso ou capacitado.
Somo nós que chegamos a um nível tão baixo de nossa existência e autoestima, que não sabemos respeitar o espaço dos outros e nem o nosso carecido TEMPO de colher. Trazendo somente guerra ao nosso espírito, fazendo nosso corpo refletir a dor da alma e sofrermos em vez de nos alegrarmos com as coisas que já vem acontecendo em nossa volta, porém, não somos dignos de percebermos o quanto Deus nos tem concedido vitórias e vitórias todos os dias de nossas vidas.

Não somos dignos de adquirir uma nova visão para fazermos de nossas vidas uma nova ordem de reconciliação com nós mesmos... Porque continuaremos a andar insatisfeitos e em companhia de superficialidades até que aprendamos na dor a olhar e pôr em prática essa frase tão “clichê”, porém verdadeira: valorizar as pequenas coisas da vida.

5 comentários

  1. Respostas
    1. Obg querida. Grata pela visita e pelo elogio. <3

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  2. Caraaamba, Agatha! Que texto maravilhosooooOO! Ele traduz um pensamento que vem martelando na minha cabeça há tempos.... por que vivermos para ultrapassar barreiras que às vezes nem existem? Com quem estamos competindo?
    Fico me revirando na cama, como você disse, pensando nessas coisas.
    Quero ser alguém feliz nas pequenas coisas. Caminhemos nessa meta. Única meta genuinamente traçada.

    Parabéns pelo lindo texto. Deus continue te inspirando. :*

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    1. Fico feliz que tenha gostado, espero mesmo continuar nessa vibe de texto reflexivos. Acho que a humanidade precisa muito disso. bjxxx e volte sempre <3

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