Conquistado e não Comprado!



Ultimamente, nos dias atuais, já não se vê mais pessoas conquistando coisas, correndo atrás literalmente de seus sucessos e objetivos. Tudo é envolvido por um quid pro quo - (isso por aquilo).
Pulam sempre a fase do “trabalhei arduamente por isso”, bom, não na teoria. Por isso que tudo está na moda!
Enquanto muitos lutam por um olhar sequer da sociedade. Tudo é manipulado erroneamente do outro lado, sempre existem os “tais dos pauzinhos”.
E a sociedade não enxerga isso, a prova que temos são os nossos políticos. Tantas ordens secretas, tanta injustiça; - não se pode ajudar aquele que não está em nosso círculo, não se pode confraternizar com aquele que não deseja ser como nós, não importa o tamanho de seu talento, ele não pagou por isso.
É uma injustiça? No mundo de hoje, que só tece amor ao dinheiro e ao sucesso, não, jamais.
Mas, em um mundo em que o caráter ainda prevalece, sim.
É tão triste ver alguém estendendo a mão para ajudar, e perceber que aquele que estende precisa da mesma ajuda do que está recebendo.
É tão triste ver pessoas venderem seus valores em troca de um bocado de “sucesso”, viram as costas para aquele que nada tem a os oferecer e tudo se empobrece no espírito destes, a arte não é boa, a política, a escrita, a obra de qualquer trabalho. E por que? Porque conseguiram sucesso os comprando, não gastaram dinheiro e tempo se preparando por amor a alguma profissão, simplesmente tiveram algo que os outros não têm, e foram adiante.
E isso é injustiça?
Não, não para um mundo onde só os interesses se coabitam entre si e a verdadeira arte do trabalho é morta, esquecida.
Por isso, admiro aqueles que chegam devagar e vão conquistando seus espaços sozinhos, sem apoio, só com o seu talento. Sem oportunismos, e sim qualidades.
Admiro mais ainda os que conseguem observar os talentos alheios, e peitar a sociedade em prós dos que ainda lutam com dignidade, dos que não roubam quando jogam, dos que preferem perder a batalha em troca de sua alma limpa e tentar a guerra fortalecido, do que os que a vendem sem hesitar.
Mas, a pergunta que não quer calar é: Será que ao se confrontar consigo mesmos, sozinhos, eles se regozijam por tamanho “sucesso”? Acho que não, pois no fundo sabem que foram comprados ou... vendidos.

Com isso deixo uma citação de Abraham Lincoln para se refletir:



O campo de derrotas não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer!




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