Caminho



Andei por um caminho que me parecia certo. E neste caminho eu encontrava muitas pessoas, diversas vezes. Parecia que elas estavam perdidas, cansadas. Perguntei se elas queriam ajuda, e elas me respondiam que estavam muito perto de sua chegada.


Então, eu continuei a caminhar e caminhar até que todo o meu fôlego fosse perdido. Parei, analisei o local e percebi que estava andando em círculos.
Aquele não era o meu caminho, onde será que ele estava?

Então, resolvi sair da estrada feito de pedras de diamantes, e me arrisquei nos bosques de pouca beleza e flores murchas.

As pessoas me olharam com rostos de indignação e repugnância.

E foi lá, bem lá na frente que encontrei a luz que procurava. E não era em nenhum túnel. Era no meu coração em forma de fé e esperança. Em forma de renovo e recomeço.

Durante a minha caminhada, eu sempre plantava uma semente, e as regava. Quando dei por mim, parei e olhei para trás. Aquele bosque havia virado um jardim, e eu estava em frente a um lindo portão de ouro. E “quase” todas as pessoas perdidas naquele círculo infinito, estavam atrás de mim. Elas já não tinham uma aparência de cansadas, elas estavam felizes e revigoradas.
Corri de volta para abraçá-las e leva-las comigo. Até que me deparei com os outros, dentro daquele caminho circular que havia ao lado. Todos estavam dormindo, cansados e o chão de diamantes, havia virado vidro, pela qual os fizeram se entregar a perdição, devido a sua falta de fé e excesso de luxúria.
Estavam dormindo porque não conseguiam enxergar o caminho verdadeiro de suas vidas. E também porque não quiseram.
Ao menos eu tentei, e encontrei meu verdadeiro lugar, e alguns perceberam a tempo como eu e vieram comigo. Hoje sei onde devo estar e como devo agir diante das rosas murchas. Eu devo regá-las sem querer nada em troca.

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