Lugar Perdido



Não temos mais tanto tempo assim, precisamos fugir deste lugar. Nossa estadia acaba rápido aqui; um lugar que chamamos de casa, onde somos irmãos feito Caim e Abel.
Onde o orgulho se perpetua em nossos corações mais facilmente que qualquer faísca de consideração. Onde a mão direita deve sempre saber o que a esquerda faz. Onde ajudar, é preciso olhar a quem. Onde o amor tem limites ou nem existe.

Um lugar que aprendemos a chamar de casa, mas nunca de lar. Onde tudo é medido de forma enganosa. A balança da justiça vive quebrada, e a bússola que apontava para a aurora em dias de vitórias, nos leva agora ao precipício de nossas derrotas. Somos prisioneiros daqui, e as grades deste lugar são feitas dos desejos mortiços de nossas almas. Fuja, deixando fluir o resto do amor que ainda possa restar em ti. Porque somos prisioneiros de nós mesmos, onde os atos não têm consequências e a justiça é manipulada pela vingança.

Fuja, enquanto há esperança.




2 comentários

  1. eu amei Agatha. eu faço jornalismo mas não tenho o dom das palavras

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    1. Obg. Eu tenho interesse em jornalismo também. Porém, este pequeno texto é só uma reflexão mesmo. Os textos jornalísticos que arrisco fazer, são mais diretos.

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