08 agosto, 2013

Enquanto Você Dorme



I know that i've been mad in love before


And how it could be with you

Really hurt me, baby, really got me, baby

How can you have a day without a night?

You're the book that i have opened

And now i've got to know much more

Like a soul without a mind in a body without a heart
I'm missing every part

Unfinished Sympathy, Hooverphonic (version cover)


Enquanto você dorme, eu fixo as nuvens que caminham suavemente sobre o céu azul tentando desvendar os teus sonhos, tentando encontrar um espaço entre seu coração e sua mente.
Caminho lentamente descalça sobre as ruas empoeiradas. Tentando ter a esperança de que toda essa fantasia se dissipará. Pois, a cada dia ela tem se tornado mais real do que qualquer coisa sólida que minhas mãos possam tocar.
Mas amanhã, quem sabe tudo esteja como antes? Amanhã talvez você não esteja mais aqui: no meu coração, em minha mente... Tão adsorvo como um fantasma que me assombra enquanto você dorme.

E logo, logo eu estarei adormecida como a princesa que supostamente me chama, e os sonhos não serão os meus em minha própria mente, serão os seus, dominando e roubando qualquer espaço que possa existir dentro de mim.  Secando minhas lágrimas, silenciando meus gritos...

Talvez a gente só se encontre nos sonho... Como sempre foi, uma bela e terna utopia.
Talvez ansiemos por dormir e não desejamos mais acordar.
Acordados, somos como recipientes vazios... Um sem o outro, vazios. Um longe do outro. Sem sonhos; só deveres. Sem o toque ou o perfume do outro.

Acordada eu sou uma lágrima rolando entre meus olhos, sou um grito de agonia e tristeza.
Sou nostalgia carregada do passado que nunca existiu... Sou Melancolia do futuro que nunca será.
Agora resta saber se a saudade permanecerá nesse devaneio corrompido por nós dois, enquanto dormimos e sonhamos...

04 agosto, 2013

Opinião!



As pessoas tem medo de opinar, de deixar seus argumentos e seu lado de combate as claras, pelo simples fato de sentir MEDO dos que vão falar dela...
O mundo, desde os seus confins, só não cresce mais rápido ou não deixa de regredir, melhor dizendo; porque falta ousadia e sobra egoísmo excessivo. Hoje, se observamos uma vida estabilizada, percebemos o quanto nos acomodamos. Mesmo que sentados em nosso confortável sofá vendo tantas pessoas inocentes sofrerem por causa do nosso governo e por falta de educação.
Ousar, para quê? É mais fácil criticar daqui e continuar assistindo meu programa no conforto da minha casa. Não é mesmo?

Hoje, tivemos manifestações, pessoas saíram de suas casas afirmando não estarem mais querendo sofrer desta maneira. 
O gigante acordou! Mas, em pouco tempo, em que estava em êxtase, fiquei muito desacreditada quando percebi que as manifestações foram se desvaindo, dissipando-se aos poucos quando o preço da passagem finalmente abaixou. E olha que muitos diziam que não ERAM PELOS 20 CENTAVOS!
Mas, perdoem a minha sinceridade, com todos esses fatos acontecendo não tem como não pensar que não foram só pelos 20 centavos. 
Para mim, espero que esteja de fato enganada, foi uma luta em vão, pois paramos no meio, quando o rumo deveria ter tomado mais força.
Podemos observar o poder que o povo têm/teve quando ele resolveu batalhar por seus direitos. 
O suor de nossos rostos, a ronquidão de nossa voz, a sede de nossas gargantas secas e a dor do corpo vencido pelo cansaço não foram suficientes ainda.

Hoje só me pergunto o que será do Brasil futuramente, que até ontem achavam que este ato exuberante entraria para a História. No entanto, o que muitos não sabem é que, para fazer História, é preciso muitas vezes um ato heroico, e um herói jamais abandona sua missão no meio do caminho.

Mas, isso tudo é só uma mera opinião!




Conversa Sobre o Tempo

→ Com Luis Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Arthur Dapieve


Acho que meus leitores já devem ter percebido a paixão assídua que tenho para com a literatura brasileira e suas influencias. Afinal, dediquei-me ao me formar nelas.

Com o livro "Conversa sobre o tempo" não foi diferente; deparei-me com um senário da língua de uma forma espetacular, uma conversa entre dois amigos acompanhada pelo jornalista Arthur Dapieve como entrevistador.

Para começar o que mais me chocou foi o quanto os escritores se sacrificaram em prol dessa obra, ambos indo para uma fazenda com a missão de discutir assuntos sobre a vida e o cotidiano, assuntos sobre o tempo.

O livro se divide em 4 partes, (retirando a linda apresentação de Dapieve), mas a conversa mesmo começa falando sobre a "Amizade e Família", seguindo depois dos temas: "Paixões", "Política" e por fim "Morte".

Confesso que ri, emocionei-me, chorei, desacreditei, acreditei, aprendi, descobri e me apaixonei...
Ufa, foram muitas emoções em um livro só.
O modo como eles encaram a vida, destemidos e maduros. A forma que conseguem desfrutá-las mesmo em idade avançada, fez-me ver o quanto de nós jovens desperdiçamos nossas juventudes com futilidades desnecessárias, afinal; desde quando futilidade é necessária?

Ri alto quando o Zuenir falou que o Luis Fernando havia escrito uma crônica e foi entendida pelo sujeito de modo completamente diferente. E me lembrei das formas em que as pessoas tomam as minhas crônicas "fictícias" para elas de maneiras erradas. Foi hilário, mas aliviante saber que grandes mestres também passam por esses constrangimentos de vez em quando.
Diversos assuntos das quais possam imaginar foram citados na conversa. Senti-me como se estivesse lá participando, rindo e me emocionando diante de tantas experiencias e inconstâncias ditas.
Os valores que aprendi desde pequena, estavam lá, escritos. E me orgulhei de ter seguido a risca cada um deles, mesmo que estivesse escorregado pelo caminho, afinal, ninguém é perfeito ou feito de ferro.
No fim, deparei-me com uma frase de Luis Fernando Veríssimo ao ser perguntado como ele queria ser lembrado após sua morte; e ele disse:

"Eu gostaria de ser lembrado como um cara decente. Um cara decente como foi meu pai (Érico Veríssimo), decente em todos os sentidos da palavra. E que, sei lá, tocava um blues respeitável."
Ao ler esse ultimo trecho do livro, debulhei-me em lágrimas, afinal Luis Fernando estava doente em um hospital a pouco tempo atrás. Mas, agora finalmente todo esse pesadelo acabou.