09 maio, 2013

Preconceito: Lavagem cerebral da "massa" ou de si mesmo?



Andava meio sumida com meus comentários a respeito de opiniões e pensamentos. Nem tudo vira crônica, não é mesmo? Temos que saber adquirir o dom da escrita para outras coisas que precisam ser debatidas. E hoje eu venho com um tema muito complexo e feio que é o preconceito em todos os sentidos.
Não estou falando de homossexualidade ou de raça, mas também de estilo de vida, de algo que erramos e a sociedade não nos permite esquecer nossos erros como se toda a “massa” fosse importante mais do que a “divisão” de suas partes, digamos assim.
A opinião que o ser humano forma ao longo do seu desenvolvimento como indivíduo, a forma com que ele é manipulado por essa “massa”, desprezando o que de fato deveria dar a atenção devida.

O feitio como as pessoas têm se preocupado mais em apontar os erros alheios do que ajudar um necessitado. Nossos valores estão se perdendo a cada dia que passa; basta você ligar uma TV ou pela sua própria rede social ver pessoas atacando pessoas. A forma como inconscientemente nós fazemos isso não por estar de mal com a atitude do próximo, mas por não estar feliz com nós mesmos. E isso é uma realidade tão impérvia que o ser humano prefere descontar sua ira nos outros, usando o preconceito, a mesquinhez e falta de amor ao próximo.
E não há ninguém que escape desta “massa”, nem mesmo eu, a autora desta crônica. Há uma “massa” mais vulnerável e menos mesquinha, se é que isso exista, mas há a mais cruel de todas: a que age direto no coração do ofendido.
Somos todos não mais do que a soma de nossos erros e acertos, assim construtores de pontes para o céu (perfeição) em busca de satisfação da alma e do corpo, em busca da felicidade em sua total amplitude. Porém, muitos buscam essa felicidade na desgraça alheia para provar a si mesmo de que seu desvio de conduta para com a sociedade e o próximo não é nada a respeito daquele que esta sendo subjugado e humilhado. Uma forma de “tampar o sol com a peneira” ou de “pôr a sujeira em baixo do tapete”. Uma forma medíocre de tentar justificar seus próprios erros, uma forma mesquinha e egocêntrica; onde tudo o que estiver a favor de si mesmo é paraíso e perfeito; e tudo que ressaltar suas angustias, fraquezas e subjeções diante de seus defeitos são pura bizarrice e fora de contexto. Nada é padrão quando não é estabelecido por essa “massa” da sociedade que nos corroí e nos leva a destruição de nossa existência sem que sejamos lembrados com bons olhos, sem que sejamos lembrados de fato.
É fácil dizer o que é certo ou o que é errado quando isto é o que ressalta suas qualidades ou esconde seus defeitos.
Difícil será encontrar alguém que de fato esteja pronto para encarar os desafios da vida e dar à cara a tapa como brinde de sua aceitação como um ser errante perante toda a sociedade.
É simples ligar a TV ou ridiculizar os outros, QUANDO a graça não está sendo você.
Lembro de um livro que eu relutei em ler de Umberto Eco quando fazia Literatura Portuguesa e achava que sabia de tudo, quando na verdade não sabia de nada; muito menos das companhias que me cercavam e me fazia sentir como uma querida amiga, quando na realidade a “massa” ria pelas minhas costas... Saiba que isso acontece com todo mundo, por isso a lei do retorno faz valer muito bem. E por isso não existem vítimas nesses aspectos, quem não sofreu com bullyng por exemplo? Tentar destacar sua carreira ou coisa do tipo só pelo fato de isso ter ocorrido contigo é hipocrisia! É como se você fosse o único coitado da face da Terra, enquanto há pessoas que de fato sofrem, e não é com bullyng, ou qualquer outro tipo de gozação e sim com agressões, fomes, drogas, falta de vida dentro de si mesmo. Mas cada um aguenta o que consegue suportar. Mas Bullyng é agressão Agatha?! Sim, é! Mas você pode vencer isso... Enfrentando-os! E os que não tem opção nem para enfrentar algo, é isso que quero que pensem...
Voltando, o nome do livro é “O nome da Rosa”, neste livro relata a proibição do riso, naquela época (1327 precisamente) o riso era visto como escárnio e maldizer. E o que mudou? Nada! Nós, todos, e não há quem escape, sempre acha algo engraçado quando alguém cai, ou faz algo engraçado para a vergonha dele ou etc... Mesmo que isso seja em ficção como em um filme. Mas a realidade é que para acharmos graça em algo, precisamos ver alguém se dando mal.
O pior não é isso, pois até quem se dá mal sente (muitas vezes) graça de si mesmo ou se auto ridiculariza para dar riso ao povo.
O que passa dos limites é você ver pessoas rindo de outras que não quiseram ser engraçadas, que não são engraçadas. E por quê? Por que aquela pessoa tem que sempre rir de alguém, ridicularizar alguém para que ela não se sinta ridicularizada por si mesma.
As pessoas vivem correndo de si mesmas, de seus próprios erros, de sua própria natureza. Sentem vergonha de si mesmas. Quando batem com suas cabeças em seus travesseiros elas não riem, elas choram por ser uma farsa. O que é muito pior de ter sido ridicularizada, porém, ter sido verdadeira consigo mesma em busca da auto aceitação interna e não da “massa”, onde ninguém é padrão; e do crescimento como ser humano.